quarta-feira, 9 de maio de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo 1968 - Amanhã dia 10/05/2018


CINE CLUBE DE CULTURA - CICLO 1968
No mês em que se comemora os 50 anos da revolta estudantil de Paris, que se espalhou por vários países do mundo, inclusive no Brasil, o Cine Clube de Cultura apresenta uma programação especial com cinco filmes abordando alguns dos principais momentos referentes aos anos 1960, no Brasil e no mundo: o inconformismo contra um sistema opressor; a primavera de Praga; a Guerra do Vietnam; a contra-cultura; e as repercussões da rebelião da juventude do mundo no Brasil, culminando com o famigerado AI 5.
Confira a programação e participe.
A entrada é franca.

03 de maio
Se.... , de Lindsay Anderson (1968 - 1h 52m)

10 de maio
Corações e mentes, de Peter Davis (1974 – 1h52)

17 de maio
Pássaros, Órfãos e Tolos, de Juraj Jakubisko (1969 – 77min)

24 de maio
Futuro do Pretérito - Tropicalismo Now!, de Francisco Cesar Filho e Ninho Moraes (documentário, 2012 – 1h11)

31 de maio
Calabouço, de Carlos Pronzato (2014 - 57min) e Ou Ficar a Pátria Livre ou Morrer Pelo Brasil, de Silvio Tendler (2007 – 53min)

CORAÇÕES E MENTES - Sinopse


Os Estados Unidos ainda não haviam desistido oficialmente da Guerra do Vietnã quando o documentário Corações e Mentes foi produzido, em 1974. O resultado devastador dos combates estava recente para americanos e vietnamitas quando imagens colhidas para o filme invadiram as telas de cinema no ano seguinte, causando diferentes reações no público da época. Para alguns, maior ainda foi o espanto quando o longa arrebatou o Oscar em sua categoria naquele ano.



Produzido durante um ano, o longa dá espaço aos vietnamitas, mostra algumas práticas de seus inimigos e, muitas vezes, revela cenas de situações de dor e sofrimento para combatentes e sobreviventes. Assim que ficou pronto, o documentário ficou mais um ano (até 1975) esperando para ser lançado, pois sua distribuidora temia represálias. O filme não ignora também as conseqüências desastrosas deixadas pela guerra no país.




Realização:
Clube de Cultura
Local: Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30


Apoio:
E o Vídeo Levou
Grupo Dimensão Experimental

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo 1968 - Começa amanhã, nesta quinta-feira dia 3 de maio de 2018


CINE CLUBE DE CULTURA - CICLO 1968
No mês em que se comemora os 50 anos da revolta estudantil de Paris, que se espalhou por vários países do mundo, inclusive no Brasil, o Cine Clube de Cultura apresenta uma programação especial com cinco filmes abordando alguns dos principais momentos referentes aos anos 1960, no Brasil e no mundo: o inconformismo contra um sistema opressor; a primavera de Praga; a Guerra do Vietnam; a contra-cultura; e as repercussões da rebelião da juventude do mundo no Brasil, culminando com o famigerado AI 5.
Confira a programação e participe.
A entrada é franca.

03 de maio
Se.... , de Lindsay Anderson (1968 - 1h 52m)

10 de maio
Corações e mentes, de Peter Davis (1974 – 1h52)

17 de maio
Pássaros, Órfãos e Tolos, de Juraj Jakubisko (1969 – 77min)

24 de maio
Futuro do Pretérito - Tropicalismo Now!, de Francisco Cesar Filho e Ninho Moraes (documentário, 2012 – 1h11)

31 de maio
Calabouço, de Carlos Pronzato (2014 - 57min) e Ou Ficar a Pátria Livre ou Morrer Pelo Brasil, de Silvio Tendler (2007 – 53min)


If (Se....) , de Lindsay Anderson (1968 - 1h 52m)

História alegórica sobre um revolucionário líder estudantil. A rebelião, a insatisfação com o status quo, o sentimento de liberdade, a necessidade de novas conquistas. Obra-prima do cinema inglês, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes expondo ao mundo o cinema autoral e rebelde de Lindsay Anderson.





Realização:
Clube de Cultura
Local: Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30


Apoio:
E o Vídeo Levou
Grupo Dimensão Experimental

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena - Hoje Vale dos Esquecidos - Entrada Franca


No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
ENTRADA FRANCA
Apoio: E O Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental


VALE DOS ESQUECIDOS - 2010, 72 min.


Sinopse

Retrato do conflito por terras que acontece no Mato Grosso, com destaque para o caso da fazenda Suiá-Missu, que nos anos 70 ficou conhecida como o maior latifúndio do Brasil. Índios, posseiros, grileiros, fazendeiros e sem-terras brigam por pedaços de terras na Amazônia.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena - Brava Gente Brasileira - Amanhã dia 19/04/2018


No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
ENTRADA FRANCA



Brava Gente Brasileira contou com um minucioso trabalho de pesquisa das culturas indígenas. Os “Kadiwéu” que aparecem na tela são os descendentes legítimos e diretos dos extintos Guaicurus e até hoje a tribo mantém as tradições de seus antepassados. Entre elas, as pinturas, retratadas no filme, e o domínio dos índios sobre os cavalos. Parte das filmagens foi realizada no Forte Coimbra original, na região de Corumbá, que se encontra ainda em razoável estado de conservação, e até o dialeto kadiwéu foi exaustivamente estudado por parte do elenco branco, para proporcionar maior realismo às cenas.
O personagem do garoto mestiço Januya foi de fato interpretado por um menino mestiço: Adeilson Silva, de 12 anos, filho de índia com um branco sulista. O personagem não existia no roteiro original, mas foi criado após a equipe ter tomado contato com o menino Adeilson, portador de um biotipo muito especial que combina os traços indígenas com os alemães.


O resultado é um filme forte, vigoroso, que marca um amplo amadurecimento fílmico da diretora, quando comparado aos seus trabalhos anteriores. Brava Gente Brasileira mostra cruamente o tripé formado pelos preconceitos, pela intolerância e por sua conseqüente violência. Exatamente o mesmo tripé que forjou e forja até hoje os caminhos da história do Brasil.


Apoio: E o Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena - Yndio do Brasil amnhã dia 12/04/2018



No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
ENTRADA FRANCA


YNDIO DO BRASIL

Colagem de dezenas de filmes nacionais e estrangeiros de ficção, cinejornais e documentários, revelando como o cinema vê e ouve o índio brasileiro desde quando foi filmado pela primeira vez, em 1912. São imagens surpreendentes, emolduradas por musicas temáticas e poemas, que transportam o espectador a um universo idílico e preconceituoso, religioso e militarizado, cruel e mágico, do índio Brasileiro.



Embora tenha como ponto de partida o tema-título, o diretor fez um ensaio poético utilizando várias cenas onde o índio é enfocado. Não há uma só cena filmada por Back. As imagens de arquvio vão se misturando sem preocupação cronológica ou temática com os poemas do autor lidos por José Mayer. Surge então um filme extremamente rico: significante (visual) e significado (áudio/roteiro) bem distanciados, dando ao espectador o sentido mais variado. De quebra, na tela, visões inacreditáveis: desde filmes mais esclarecidos (Como Era Gostoso o Meu Francês) aos mais inacreditáveis (de ficções científicas a telejornais da ditadura).


Apoio: E o Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental

domingo, 1 de abril de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena - TÚPAC AMARU II, LÍDER DA MAIOR REVOLTA INDÍGENA DA AMÉRICA


Considerado pela crítica um dos mais importantes filmes da história do cinema peruano, foi exibido em festivais de cinema realizados em inúmeros países – Japão, Colômbia, Coréia do Norte, Equador, Cuba, Canadá etc – e recebeu, entre outros, o Prêmio Saúl Yelín, oferecido pela Associação de Cineastas Latino-americanos em Havana, em 1985, e a Menção Honrosa no Festival de Cinema de Londres de 1986.


O filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, inspirando no século XX a criação o movimento Tupamaro.


Em 1533, o imperador inca Atahualpa é executado sob as ordens de Francisco Pizarro, após um fraudulento julgamento. Na sucessão ao trono inca, Manco Capac II, irmão do imperador morto é "eleito" pelos espanhóis para o posto. Inicialmente feito um fantoche por parte dos conquistadores espanhóis, em 1536, Manco rebela-se e iniciando uma resistência de 36 anos até a prisão do ultimo inca, Tupac Amarú I em 1572 em Vilcabamba. Durante este período reinaram sucessivamente: Manco Inca (1533 a 1544), Sayri Tupac (1544 a 1560), Tito Cusi (1560 a 1570) e Tupac Amarú I (1570 a 1572).



Mais tarde, o Peru foi palco de repetidas revoltas indígenas durante todo o século XVIII, culminando em 1780, na maior de todas, liderada por Tupac Amarú II, um descendente real inca.

TÚPAC AMURU II

Nascido no Peru, em 1740, com o nome de José Gabriel Condorcanqui em uma família de descendência real inca, ele herdou terras, gado e uma tropa de mulas que usava no transporte de mercadorias. Em 1780, Condorcanqui tomou o nome do último imperador inca, Túpac Amaru, e iniciou um movimento, inicialmente pacífico, em favor de reformas que melhorassem a vida e o trabalho dos nativos.

A população do Vice-reinado do Peru era, então, composta por 58% de índios, 20% de mestiços e escravos e 12% de brancos (espanhóis e descendentes de espanhóis). Essa minoria controlava a vida econômica e política do país. Os indígenas, a principal mão de obra, eram empregados nas plantações, nas minas e nas tecelagens onde eram forçados a trabalhar em um regime de exploração conhecido como mita.
Túpac Amaru apresentou uma petição junto ao governo para que os indígenas fossem liberados do trabalho obrigatório das minas. Denunciou os riscos a que estavam submetidos (desmoronamentos e intoxicação de gases), a exploração desumana de mulheres, crianças e anciãos forçados a trabalhar sem descanso e gravemente doentes pelo mercúrio usado nas minas. A audiência de Lima, composta na maioria por encomenderos e donos de minas, sequer se dignou a escutar ao pedido do inca.


Túpac Amaru partiu, então, para uma ação mais radical e preparou a insurreição. Tendo iniciado perto de Cuzco, em novembro de 1780, o movimento logo se alastrou por grande parte do Peru. Além da própria causa, a rebelião fortaleceu-se pela extensa rede de parentesco de Túpac Amaru e suas ligações com o comércio e o transporte regional – condições que garantiram o recrutamento de milhares de indígenas.

Os rebeldes assaltaram depósitos e armazéns, tomaram armas de fogo e grande quantidade de munição. Crianças e anciãos prepararam armas brancas e flechas envenenadas. Por onde passava, o exército de Túpac Amaru abolia a escravidão, a mita e a cobrança de impostos.
Em 18 de novembro de 1780, em Sangarará, as forças rebeldes entraram em combate contra o exército espanhol e o derrotaram. A vitória encorajou os rebeldes. Cerca de 100 mil indígenas em uma extensão de 1500 km se dispuseram a seguir Túpac Amaru.
A gravidade da situação levou os vice-reis de Lima e de Buenos Aires a unirem suas forças formando um exército de 17 mil homens fortemente armados.


Túpac Amaru buscou apoio dos criollos, tentando convencê-los a se unirem ao movimento e lutar contra os espanhóis. Os proprietários nascidos na América, contudo, não tinham interesse em um movimento que libertava a mão de obra que exploravam. As ideias de Túpac Amaru eram revolucionárias demais para eles e, assustados com a dimensão da revolta, os criollos aliaram-se aos espanhóis em defesa de suas propriedades.
O exército dos vice-reis levou adiante uma campanha de terror contra a população nativa saqueando aldeias e assassinando indiscriminadamente todos seus habitantes. O resultado foi a fuga de muitos indígenas e a deserção de grandes fileiras do exército rebelde.

Na noite de 5 de abril de 1781, ocorreu a batalha final, em Checacupe, em que milhares de indígenas foram massacrados. Túpac Amaru foi feito prisioneiro e, durante dias, foi torturado para revelar os nomes de outros chefes rebeldes. Manteve-se calado até o fim.
Em 17 de maio de 1781, Túpac Amaru foi condenado à morte sofrendo uma das execuções mais cruéis da História. Primeiro, obrigaram-no a presenciar a tortura e morte de sua mulher, filhos e amigos. Depois, teve suas pernas e braços amarrados em quatro cavalos para ser esquartejado vivo. Não chegaram, contudo a concluir a execução e decidiram decapitá-lo, cravar a cabeça em uma lança e enviar seus quatro membros às cidades onde ele havia lutado.
A repressão aos rebeldes continuou por mais um ano. Chefes indígenas foram brutalmente executados e seus seguidores perseguidos até a morte. Implantaram-se então algumas reformas institucionais, entre as quais, a extinção da encomienda – medida que objetivava mais o fortalecimento do domínio espanhol do que o bem-estar dos indígenas.


O diretor do filme Tupac Amaru, o peruano Federico García Hurtado, mais conhecido pelo carinhoso apelido de “Fico”,
conta a saga heroica do último guerreiro inca contra o colonialismo espanhol, falando sobre a película, proibida no Peru, Brasil e outros países sul-americanos por conta das ditaduras militares e largamente premiada no resto do mundo, fazendo carreira em festivais internacionais no Japão, Coreia do Norte, Cuba e Canadá, entre outros países.

Produzido em 1984, TÚpac Amaru estreou no Brasil, em 8 de dezembro de 2011, em uma sessão única seguida de debate com o diretor na sala BNDES da Cinemateca Nacional. Para os apreciadores de cinema e os amantes da bela arte que exalta o enfrentamento dos povos contra a opressão, o filme é um chamado à luta.

Esta sessão no Clube de Cultura, representa a primeira vez que esta película será exibida no Rio Grande do Sul.

Escritor, jornalista e cineasta, Federico García Hurtado nasceu em 1937. Iniciou sua carreira como diretor na segunda metade dos anos 1960, dirigindo os curtas Huando, Tierra sin patrones e Inkari, proibidos pela ditadura militar. Estreou no longa-metragem em 1975 com o documentário Donde nacen los cóndores, película financiada por um grupo de camponeses de uma cooperativa peruana. Outro destaque de sua vasta obra é Melgar, sangre de poeta, que trata da vida de outro herói independentista de seu país: o jovem revolucionário Mariano Melgar.

Hurtado, acredita que o filme que tem que ser visto mais como história, por isso causa emoção. Toda gente se sensibiliza com o enredo porque é um canto da liberdade contra o colonialismo dos Estados Unidos, a película emociona principalmente por isso, porque é um canto pela liberdade, contra o colonialismo em geral, o norte-americano hoje e o espanhol na época. O filme retrata a aniquilação brutal de Tupac Amaru e toda sua família.

Em termos de cinema o filme trabalha também a questão por um cinema independente, distanciando-se do cinema norte-americano, que tem modelos imperialistas, eliminando possibilidades de se constituir um cinema com identidade própria.

A questão é de mercado neoliberal, não se estás mais fazendo filmes que revelem a identidade e lutas, mas, majoritariamente, uma produção comercial que atinge diversos países, inclusive o atual cinema europeu está contaminado por essa cartilha hollyhoodana, tem sexo, violência, elementos que atraem o grande público pouco esclarecido. é preciso retomar o cinema de identidade e que resgate a luta contra a opressão dos povos.


No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
ENTRADA FRANCA

Apoio: E o Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena começa nesta quinta dia 5 de abril de 2018. Imperdível!


No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
Apoio: E o vídeo levou e grupo Dimensão Experimental
Entrada Franca