domingo, 1 de abril de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena - TÚPAC AMARU II, LÍDER DA MAIOR REVOLTA INDÍGENA DA AMÉRICA


Considerado pela crítica um dos mais importantes filmes da história do cinema peruano, foi exibido em festivais de cinema realizados em inúmeros países – Japão, Colômbia, Coréia do Norte, Equador, Cuba, Canadá etc – e recebeu, entre outros, o Prêmio Saúl Yelín, oferecido pela Associação de Cineastas Latino-americanos em Havana, em 1985, e a Menção Honrosa no Festival de Cinema de Londres de 1986.


O filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, inspirando no século XX a criação o movimento Tupamaro.


Em 1533, o imperador inca Atahualpa é executado sob as ordens de Francisco Pizarro, após um fraudulento julgamento. Na sucessão ao trono inca, Manco Capac II, irmão do imperador morto é "eleito" pelos espanhóis para o posto. Inicialmente feito um fantoche por parte dos conquistadores espanhóis, em 1536, Manco rebela-se e iniciando uma resistência de 36 anos até a prisão do ultimo inca, Tupac Amarú I em 1572 em Vilcabamba. Durante este período reinaram sucessivamente: Manco Inca (1533 a 1544), Sayri Tupac (1544 a 1560), Tito Cusi (1560 a 1570) e Tupac Amarú I (1570 a 1572).



Mais tarde, o Peru foi palco de repetidas revoltas indígenas durante todo o século XVIII, culminando em 1780, na maior de todas, liderada por Tupac Amarú II, um descendente real inca.

TÚPAC AMURU II

Nascido no Peru, em 1740, com o nome de José Gabriel Condorcanqui em uma família de descendência real inca, ele herdou terras, gado e uma tropa de mulas que usava no transporte de mercadorias. Em 1780, Condorcanqui tomou o nome do último imperador inca, Túpac Amaru, e iniciou um movimento, inicialmente pacífico, em favor de reformas que melhorassem a vida e o trabalho dos nativos.

A população do Vice-reinado do Peru era, então, composta por 58% de índios, 20% de mestiços e escravos e 12% de brancos (espanhóis e descendentes de espanhóis). Essa minoria controlava a vida econômica e política do país. Os indígenas, a principal mão de obra, eram empregados nas plantações, nas minas e nas tecelagens onde eram forçados a trabalhar em um regime de exploração conhecido como mita.
Túpac Amaru apresentou uma petição junto ao governo para que os indígenas fossem liberados do trabalho obrigatório das minas. Denunciou os riscos a que estavam submetidos (desmoronamentos e intoxicação de gases), a exploração desumana de mulheres, crianças e anciãos forçados a trabalhar sem descanso e gravemente doentes pelo mercúrio usado nas minas. A audiência de Lima, composta na maioria por encomenderos e donos de minas, sequer se dignou a escutar ao pedido do inca.


Túpac Amaru partiu, então, para uma ação mais radical e preparou a insurreição. Tendo iniciado perto de Cuzco, em novembro de 1780, o movimento logo se alastrou por grande parte do Peru. Além da própria causa, a rebelião fortaleceu-se pela extensa rede de parentesco de Túpac Amaru e suas ligações com o comércio e o transporte regional – condições que garantiram o recrutamento de milhares de indígenas.

Os rebeldes assaltaram depósitos e armazéns, tomaram armas de fogo e grande quantidade de munição. Crianças e anciãos prepararam armas brancas e flechas envenenadas. Por onde passava, o exército de Túpac Amaru abolia a escravidão, a mita e a cobrança de impostos.
Em 18 de novembro de 1780, em Sangarará, as forças rebeldes entraram em combate contra o exército espanhol e o derrotaram. A vitória encorajou os rebeldes. Cerca de 100 mil indígenas em uma extensão de 1500 km se dispuseram a seguir Túpac Amaru.
A gravidade da situação levou os vice-reis de Lima e de Buenos Aires a unirem suas forças formando um exército de 17 mil homens fortemente armados.


Túpac Amaru buscou apoio dos criollos, tentando convencê-los a se unirem ao movimento e lutar contra os espanhóis. Os proprietários nascidos na América, contudo, não tinham interesse em um movimento que libertava a mão de obra que exploravam. As ideias de Túpac Amaru eram revolucionárias demais para eles e, assustados com a dimensão da revolta, os criollos aliaram-se aos espanhóis em defesa de suas propriedades.
O exército dos vice-reis levou adiante uma campanha de terror contra a população nativa saqueando aldeias e assassinando indiscriminadamente todos seus habitantes. O resultado foi a fuga de muitos indígenas e a deserção de grandes fileiras do exército rebelde.

Na noite de 5 de abril de 1781, ocorreu a batalha final, em Checacupe, em que milhares de indígenas foram massacrados. Túpac Amaru foi feito prisioneiro e, durante dias, foi torturado para revelar os nomes de outros chefes rebeldes. Manteve-se calado até o fim.
Em 17 de maio de 1781, Túpac Amaru foi condenado à morte sofrendo uma das execuções mais cruéis da História. Primeiro, obrigaram-no a presenciar a tortura e morte de sua mulher, filhos e amigos. Depois, teve suas pernas e braços amarrados em quatro cavalos para ser esquartejado vivo. Não chegaram, contudo a concluir a execução e decidiram decapitá-lo, cravar a cabeça em uma lança e enviar seus quatro membros às cidades onde ele havia lutado.
A repressão aos rebeldes continuou por mais um ano. Chefes indígenas foram brutalmente executados e seus seguidores perseguidos até a morte. Implantaram-se então algumas reformas institucionais, entre as quais, a extinção da encomienda – medida que objetivava mais o fortalecimento do domínio espanhol do que o bem-estar dos indígenas.


O diretor do filme Tupac Amaru, o peruano Federico García Hurtado, mais conhecido pelo carinhoso apelido de “Fico”,
conta a saga heroica do último guerreiro inca contra o colonialismo espanhol, falando sobre a película, proibida no Peru, Brasil e outros países sul-americanos por conta das ditaduras militares e largamente premiada no resto do mundo, fazendo carreira em festivais internacionais no Japão, Coreia do Norte, Cuba e Canadá, entre outros países.

Produzido em 1984, TÚpac Amaru estreou no Brasil, em 8 de dezembro de 2011, em uma sessão única seguida de debate com o diretor na sala BNDES da Cinemateca Nacional. Para os apreciadores de cinema e os amantes da bela arte que exalta o enfrentamento dos povos contra a opressão, o filme é um chamado à luta.

Esta sessão no Clube de Cultura, representa a primeira vez que esta película será exibida no Rio Grande do Sul.

Escritor, jornalista e cineasta, Federico García Hurtado nasceu em 1937. Iniciou sua carreira como diretor na segunda metade dos anos 1960, dirigindo os curtas Huando, Tierra sin patrones e Inkari, proibidos pela ditadura militar. Estreou no longa-metragem em 1975 com o documentário Donde nacen los cóndores, película financiada por um grupo de camponeses de uma cooperativa peruana. Outro destaque de sua vasta obra é Melgar, sangre de poeta, que trata da vida de outro herói independentista de seu país: o jovem revolucionário Mariano Melgar.

Hurtado, acredita que o filme que tem que ser visto mais como história, por isso causa emoção. Toda gente se sensibiliza com o enredo porque é um canto da liberdade contra o colonialismo dos Estados Unidos, a película emociona principalmente por isso, porque é um canto pela liberdade, contra o colonialismo em geral, o norte-americano hoje e o espanhol na época. O filme retrata a aniquilação brutal de Tupac Amaru e toda sua família.

Em termos de cinema o filme trabalha também a questão por um cinema independente, distanciando-se do cinema norte-americano, que tem modelos imperialistas, eliminando possibilidades de se constituir um cinema com identidade própria.

A questão é de mercado neoliberal, não se estás mais fazendo filmes que revelem a identidade e lutas, mas, majoritariamente, uma produção comercial que atinge diversos países, inclusive o atual cinema europeu está contaminado por essa cartilha hollyhoodana, tem sexo, violência, elementos que atraem o grande público pouco esclarecido. é preciso retomar o cinema de identidade e que resgate a luta contra a opressão dos povos.


No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
ENTRADA FRANCA

Apoio: E o Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental

Cine Clube de Cultura - Ciclo Indígena começa nesta quinta dia 5 de abril de 2018. Imperdível!


No mês de abril, o Cine Clube de Cultura exibirá filmes com temática indígena.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

05/04 – Túpac Amaru, de Federico García Hurtado (Peru/Cuba, 1984, 1h32)
Inédito por não ter sido exibido em cinema comercial, este filme narra a vida de um dos maiores líderes do povo indígena inca, Túpac Amaru, pioneiro no movimento revolucionário da América, que lutou com todas as suas forças pela libertação de seu povo, no século XVIII. Ao lado de um grupo de guerrilha criado por ele mesmo, dirigiu uma longa batalha contra os conquistadores espanhóis, criando o movimento Tupamaro.
Idioma: Espanhol
Sem legenda

12/04 – Yndio do Brasil, de Sylvio Back (Brasil,1995, 1h10)
Um panorama da representação do índio brasileiro no cinema, desde a primeira vez em que foram retratados, em 1912. A partir da colagem de cenas, o filme critica preconceitos e estereótipos.

19/04 – Brava gente brasileira,de Lucia Murat (Brasil, 2000, 1h44)
Um grupo de soldados acompanha o cartógrafo Diogo, um recém-chegado que foi enviado pela Coroa Portuguesa para fazer um levantamento topográfico da região. No caminho do forte, eles descobrem um grupo de mulheres índias tomando banho em um rio.

26 – Vale dos esquecidos, de Maria Radun (Brasil, 2010, 1h12)
O documentário retrata o conflito que envolve índios, posseiros e grileiros em uma remota região do Mato Grosso. Também mostra o desejo intrínseco do ser humano pela posse da terra.

Realização: Clube de Cultura
Rua Ramiro Barcelos, 1853
Horário: 19h30
Apoio: E o vídeo levou e grupo Dimensão Experimental
Entrada Franca

quinta-feira, 29 de março de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Mulheres - Hoje Elena a partir dás 19h30min


O Cine Clube Cultura apresenta hoje, dia 29 de março o filme Elena da cineasta Petra Costa.


ELENA (82 min)
SINOPSE
Documentário|82’|cor|35mm/DCP|Brasil|2012
Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar e deixa Petra, a irmã de 7 anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas: filmes caseiros, recortes de jornal, diários e cartas. A todo momento Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos e acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. A mãe pressente. Petra decifra. Agora que finalmente encontrou Elena, Petra precisa deixá-la partir.

Local: Clube de Cultura, rua Ramiro Barcelos, 1853.
Entrada Franca
Horário: 19h30min

Apoio: E O Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental

terça-feira, 20 de março de 2018

As Sufragistas no Cine Clube de Cultura - Ciclo Mulheres - Nesta Quinta dia 22


O movimento das sufragistas na Inglaterra teve início em 1897 com a criação da National Union of Women’s Suffrage Societies – NUWSS (União Nacional das Sociedades de Mulheres Sufragistas), mas a inquietação das mulheres pela busca por direitos já vinha desde 1792. Naquele ano, a britânica Mary Wollenstonecraft foi pioneira ao lançar um livro sobre direitos femininos, intitulado “Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher”.


Muito tempo se passou até que as mulheres de fato conseguissem articular o movimento, mas a obra de Mary foi de grande influência para as sufragistas britânicas e inspirou mulheres do mundo inteiro. Em 1904, lideranças femininas ao redor do globo já estavam motivadas pela causa e naquele ano foi lançada a International Woman Suffrage Alliance (Aliança Internacional das Mulheres Sufragistas). Essa instituição existe até hoje, mas seu nome passou a ser International Alliance of Women (Aliança Internacional da Mulher).
Tais organizações focavam-se em atos pacíficos e eram anti-rebelião, o que infelizmente não estava surtindo resultados efetivos em favor da causa. Sendo assim, um grupo de mulheres da NUWSS britânica resolveu que era hora de agir mais energicamente. Elas sabiam que as coisas não iriam mudar na base da camaradagem. Decidiram, então, criar a Women’s Social and Political Union – WSPU (União Social e Política das Mulheres). E foi aí que o movimento sufragista começou a fazer barulho de verdade na Inglaterra. Essas mulheres alavancaram a verdadeira revolução e é nelas que o filme se foca, lógico.


Apesar de ser inspirado em personagens reais, o longa vem recebendo duras críticas por não mostrar a participação de imigrantes indianas no movimento britânico. De fato, elas foram figuras importantes dentre as sufragistas daquele país, a começar pela princesa Sophia Duleep Singh. Sophia era filha de um marajá indiano, mas, apesar de ter nascido em uma família rica, resolveu unir-se à luta pelos direitos das mulheres e foi uma ativista expressiva do movimento. Nem ela nem outras personagens indianas são representadas no filme, apesar dos registros que mostram a participação dessas mulheres.


Em “As Sufragistas”, são quatro as personagens de destaque: Maud Watts (interpretada por Carey Mulligan), Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), Edith Ellyn (Helena Bonham Carter) e Violet Miller (Anne-Marie Duff). Na vida real, apenas Emmeline existiu de fato. Ela foi uma das fundadoras do movimento na Inglaterra e é a mais notória sufragista da história britânica.


Emmeline nasceu em Manchester, em 1858, e era casada com um advogado que também apoiava a causa das mulheres. Ficou viúva aos 40 anos e sofreu muito pela perda do marido, mas não desistiu da militância. Ela ajudou a fundar, em 1903, a União Social e Política das Mulheres, embrião da revolução sufragista. Foi presa diversa vezes e chegou a fazer greve de fome, como várias outras ativistas. Na época o governo chegava a libertar as prisioneiras para que não morressem por inanição, mas depois ia atrás delas novamente. Emmeline morreu em 1928, poucas semanas após as mulheres terem conseguido o direito ao voto na Inglaterra. Ela tinha 69 anos de idade.

Local: Clube de Cultura, rua Ramiro Barcelos, 1853
Dia: 22/03/2018
Horário: 19h30min.
Entrada Franca
Apoio: E O Vídeo Levou e grupo Dimensão Experimental

quinta-feira, 1 de março de 2018

Cine Clube de Cultura - Ciclo Mulheres - Hoje Rosa Luxemburgo


No mês de março, o Cine Clube de Cultura retorna com suas sessões de quinta, sempre às 19h30, exceto feriados.

Neste mês, o Ciclo Mulheres exibirá cinco filmes dirigidos e protagonizados por mulheres.

Confira abaixo a programação e participe. A entrada é franca.

01/03 – Rosa Luxemburgo, de Margarethe Von Trotta (Alemanha, 1986, 2h)

08/03 – Eternamente Pagu, de Norma Bengell (Brasil, 1988, 1h40)

15/03 – E agora, onde vamos?, de Nadine Labaki (França/Líbano, 2012, 1h50)

22/03 – As sufragistas, Sarah Gavron (Reino Unido, 2015, 1h47)

29/03 – Elena, de Petra Costa (Brasil, 2012, 1h30)

Local: Clube Cultura, rua Ramiro Barcelos, 1853

Apoio: E O Vídeo Levou e Dimensão Experimental

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Em Defesa da Democracia

CLUBE DE CULTURA EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Temos, hoje, um cenário internacional onde há um avanço do fascismo e uma imposição de diretrizes neoliberais movidas pelos interesses econômicos das grandes corporações, que assumem a liderança de um grande projeto político mundial e promovem ingerência e desmonte das estruturas políticas dos países independentes.

Este avanço se estende com voracidade sobre a América do Sul, inclusive o Brasil, ameaçando nossa soberania com a venda das riquezas naturais, minerais, do petróleo e de terras para estrangeiros. Atuam ainda, com apoio da mídia, na instabilidade política, na retirada de direitos e na imposição de um regime autoritário e antidemocrático.

O Clube de Cultura, fiel à sua tradição de lutas pela democracia e pela soberania nacional, apoia todos os movimentos e entidades da sociedade civil brasileira que estão na resistência contra estes retrocessos.

O grupo Dimensão Experimental também está em defesa da democracia e pelo direito de defesa de qualquer cidadão. Mais do nunca provas no lugar dos achismos.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Clube de Cultura - Hoje Festa de Confreternização e estréia da exposição Che - Mateada do Bioma - Lançamento do livro Flavio Koutzii - Biografia de um militante revolucionário - De 1943 a 1984


No dia 15 de dezembro de 2017, a partir das 20h30, venha confraternizar no Clube de Cultura.
Somos lugar de resistência e de afeto.
São tod@s bem-vind@s.
Na mesma noite, teremos a abertura da exposição Che, Hasta Siempre.

Entrada Franca.

Local: Clube de Cultura, rua Ramiro Barcelos, 1853.


No ano em que lembramos os 50 anos da entrada na imortalidade de Che Guevara, os mais renomados cartunistas gaúchos prestam uma homenagem ao revolucionário que sonhou e lutou pela liberdade dos povos, na Exposição CHE, HASTA SIEMPRE.


Em 17 de dezembro comemora-se o Dia Nacional do Bioma Pampa, tal data foi escolhida em homenagem ao nascimento do ambientalista José Antônio Lutzenberger. O Pampa foi reconhecido como Bioma em 2004 e teve seu dia criado em 2007, necessitando ser considerado como Patrimônio Natural na Constituição Federal! (PEC do Bioma Pampa 05/2009). Venha compartilhar conosco sua história pampeana.
O local escolhido é na sombra das árvores ao lado do Monumento Expedicionário do Parque da Redenção.
*teremos estrutura de mesa e som para músicos, instrumentistas, poetas, e payadores e payadoras.
---- com chuva: não sai -----
Evento auto organizado. Vamos somar!


A Libretos lança o livro
Flavio Koutzii - Biografia de um militante revolucionário - De 1943 a 1984.
De Benito Bisso Schmidt.


16 de dezembro, a partir das 19h, no Clube de Cultura
(Ramiro Barcelos, 1853), sessão de autógrafos com Flavio e Benito.

Este livro foi realizado a partir de uma pesquisa acadêmica de Benito Bisso Schmidt sobre Flavio Koutzii. O autor buscava um personagem cujos percursos muito pudessem nos contar a respeito da história latino-americana recente. Por sua vez, o biografado Flavio Koutzii buscava “garantir a inscrição de sua vida e dos valores nos quais acredita em uma narrativa capaz de fazer jus, sem concessões heroicizantes, à densidade e complexidade de sua história e da sua geração”. Assim, deu-se o encontro ideal para a origem de um livro. Benito nos conduz por entre os diversos aspectos que compõem o caminho do biografado: os anos de formação de Flavio Koutzii, desde a infância no bairro Bom Fim, seu ingresso na política, sua militância no Brasil e na Argentina, lá seguida pela prisão, e pelo seu exílio na França, até seu retorno a Porto Alegre, em 1984. Como muitos de seus contemporâneos, ele vivenciou a efervescência política e cultural da “geração 68”, bem como sofreu com intensidade a repressão que se abateu sobre os homens e mulheres que tiveram a coragem de resistir às ditaduras latino-americanas.
O livro tem apoio da Capes, CNPq e Programa de Pós-graduação de História.

ISBN 978-85-5549-027-9
544 páginas
Ilustrado
Preço sugerido R$49,90

O grupo Dimensão Experimental é apoiado destes eventos.