quinta-feira, 25 de julho de 2013

Lot in Sodom

Lot in Sodoma ( 1933 ) é um filme silêncioso experimental , baseado no conto bíblico da cidade de Sodoma e Gomorra . Foi dirigido por James Sibley Watson e Melville Webber . O filme utiliza técnicas experimentais, avant-Garde imagens e alusões fortes para a sexualidade , especialmente a homossexualidade . A história é muito mais próxima do conto do em que outros filmes como Sodoma e Gomorra. Sodoma é um lugar de pecado . Um anjo vingador enviado por Jeová aparece lá e ele é recebido por Lot . O povo de Sodoma quer ter sexo com Lot. Ele se recusa, então o anjo lhe diz para fugir da cidade com sua esposa e filha. Sodoma é então destruída pelas chamas. A cena da mulher de Ló transformando-se em uma estátua de sal por ter olhado para trás é um dos momentos marcantes deste filme.. Todos as legendas são citações da Bíblia . Louis Siegel era o compositor original, de acordo com créditos de abertura do filme. Dentro do projeto Música, Cinema e Memória o grupo Dimensão Experimental está compondo e arranjando uma trilha autoral para uma futura apresentação. Elenco • Friedrich Haak como Lot • Hildegarde Watson como a mulher de Lot • Dorothea Haus como a filha de Lot • Lewis Whitbeck como o anjo. ------------------------------------------------------------------ O grupo dimensão Experimental está em fase de finalização dos arranjos da música que será performada junto com o filme em agosto próximo no Clube de Cultura. -------------------------------------------------------------- A peça é uma suíte em seis movimentos assim denominados: SODOMA (Farina/Sabóia/Dutra)- suíte em seis movimentos. I - Sodom Amorah (Farina) II - O Tema de Lót (Farina/Sabóia/Dutra) III- O Anjo Vingador (Farina/Sabóia) IV - O Sagrado e o Profano (Farina) V - Non Tacta, Mulier, Templum Est (Farina) VI - A Ira Divina (Farina)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Dimensão Experimental no 27º Festival de Arte

O grupo Dimensão Experimental vai participar do vigésimo Festival de Arte de Porto Alegre performando o filme Les Mystères du Chateo du Dé de Man Ray feito em 1929. O tema musical composto especialmente para esta pelicula é a suíte em seis movimentos "Os Mistérios do Castelo de Dados" de autoria de Klaus Farina nos seis movimentos com colaboração adicional de Álvaro Sabóia no sexto movimento. Abaixo reproduzimos a programação completa do festival. Programação do 27º Festival de Arte Cidade de Porto Alegre junho 26, 2013Atelier LivreDeixe um comentárioIr para os comentários Festival de arte O Festival será realizado entre os dias 15 a 19 de julho de 2013 e as inscrições só serão feitas presencialmente entre os dias 8 a 12 de julho na sede do Atelier Livre (Av. Érico Veríssimo, 307. Programação: ABERTURA: DIA 15 DE JULHO ÀS 19h, SAGUÃO DO CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA LUPICÍNIO RODRIGUES. CURSOS – 15 A 19 DE JUHO TURNO: Tarde: 14h às 17h 1. Dra. Luise Weiss - São Paulo/SP Livros de artista, livros-objetos: construções de narrativas visuais, memórias e afetos. Turno: tarde A presença dos livros de artista e livros-objetos na Arte Contemporânea. Criação e elaboração de projetos de livros, álbuns cadernos, nos quais sequências visuais sejam criadas com a utilização de imagens, textos, fotografias, cópias, técnicas mistas, fotomontagens e outras linguagens expressivas. Estudar a relação da narrativa visual com o tempo e a memória. Utilização de colagens, desenhos, transferências gráficas, aquarelas. 2. Dr. Feres Khoury - São Paulo/SP Kinematógrafos ou Rolos Turno: tarde Desenvolver uma construção de poéticas voltadas ao debate entre natureza e a sua representação, a partir de diferentes modalidades e escolhas técnicas sobre o papel (desenho, aquarela, xilogravura, gravura em metal, litografia, monotipia), lugar tradicional de registros gráficos, textos, desenhos. Objetiva-se desenvolver o imaginário pessoal sobre o papel. Na perspectiva deste trabalho divisam-se não somente o papel avulso, livro, mas privilegia-se o rolo como o suporte do tempo. 3. Dra. Lilian Amaral - São Paulo/SP R.U.A – Porto Alegre – Cartografias Híbridas/Laboratório Nômade Turno: tarde – (aulas ao ar livre) Um laboratório de pesquisa e ação artística internacional que opera numa perspectiva de cartografia social, um processo de caráter performático que se alimenta de estímulos gerados pela cidade. R.U.A PORTO ALEGRE propõe desenvolver mapeamentos artísticos digitais, dando continuidade ao workshop R.U.A. – Barcelona, 2012 e R.U.A. São Paulo, 2013. O projeto R.U.A. Porto Alegre será apresentado em mostras no Brasil, Uruguai e Argentina. 4. Me. Jimson Vilela - São Paulo/SP Centros de Tentativas Turno: tarde – (aulas ao ar livre) É uma oficina que visa estabelecer procedimentos para proposições artísticas através de experimentações corporais/visuais. A ideia da oficina é desenvolver através de estímulos sobre os participantes, fazer pensar e trabalhar questões referentes ao espaço (interno e externo). A oficina alterna-se entre momentos de proposição, produção e reflexão. 5. Thereza Portes - Belo Horizonte/MG Nessa Rua tem um Rio – Projeto laboratório, iniciativa do Instituto Undió – Belo Horizonte/MG. Turno: tarde – (aulas ao ar livre) A oficina propõe interferências poéticas na rua. É um convite para pequenas “interrupções” nos hábitos e ritmos usuais do local, como possibilidade de inaugurar novas leituras e pontos de vista sensíveis sobre o cotidiano da e na cidade e suas possíveis e infinitas “entrelinhas”, sobre arte, memória, corpos e pensamentos. Desenvolvimento de uma ação coletiva com um grupo de 20 pessoas. A ação é destinada a aproximar pessoas com a ocupação de um lugar escolhido, próximo ao Atelier Livre, em que os colaboradores possam buscar outras possibilidades relacionadas à arte. 6. Maneno Juarez (artista peruano) – Assunção/ Paraguai El Paleteado – Técnicas ancestrais de cerâmica do Peru Turno: tarde – (aulas práticas e demonstrações). Técnicas originais da cultura Vicús e Tallan, cidade de Chulucanas (Piura), norte do Peru. Serão apresentadas técnicas de construção e acabamentos fundamentados nas técnicas originais da cultura ceramista do norte do Peru, como o “Paleteado”, Brunido, Esfumaçado, desenho, textura, pintura com os dedos, possibilitando a experimentação e aprendizado das técnicas peruanas. TURNO -NOITE: 19h ÀS 22h 7. Alex Hornest - São Pauo/SP Oficina: Animais de Concreto Turno: noite A partir de coleta e seleção de materiais descartados em vias públicas, próximo ao espaço expositivo/sala de aula, será elaborada uma figura escultórica, que represente uma espécie de animal. 8. Manoel Veiga - São Paulo/SP Atelier de Pintura Turno: noite O curso terá como baliza os trabalhos dos próprios alunos, realizados anteriormente e também durante a oficina. O objetivo será desenvolver o potencial individual do participante, abordando questões técnicas e de linguagem. Conversas sobre momentos diversos da história da pintura. 9. Antônio Giacomin - Caxias do Sul/RS Luz na Aquarela Turno: noite A importância do desenho e dos croquis na aquarela, composição, perspectiva básica, luz e sombra, uso das cores, paleta de pigmentos, áreas brancas. Captar a essência ao ar livre, trabalhar a arte com paixão e vencer a ansiedade. Os temas tratados serão de paisagens e elementos em geral captados no ambiente. Os participantes terão orientação individual. 10. Daniel Escobar -Porto Alegre/RS Do Mapa ao Livro, a cidade como texto Turno: noite – (aulas ao ar livre) O curso incita um olhar sobre a cidade a partir do seu corpo textual, propondo a construção de novos desenhos cartográficos com base em tudo o que pode ser lido em nossos trajetos cotidianos. O programa do curso envolve um conjunto de experimentações que serão conduzidas a partir de questões como: cidade, cotidiano, apropriação, texto, recorte, publicidade e cartografia; incluindo a apresentação de obras de artistas que referenciam esta proposta. CICLO DE PALESTRAS Local: Santander Cultural Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro Horário: das 9h30min às 12h 16/07- Celso Fioravante (São Paulo, SP) – EXISTE ESPAÇO PARA A ARTE NO MUNDO CONTEMPORÂNEO? ·17/07 - Clarissa Diniz (Rio de Janeiro, RJ) -Dra. Lilian Amaral (São Paulo, SP)- ECOSSISTEMA DAS ARTES CONTEMPORÂNEAS. 18/07 - Dr. Jacopo Crivelli Visconti – (São Paulo, SP) – A A REVOLUÇÃO DEVE SER FEITA POUCO A POUC Local: Teatro Renascença Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues Horário: 19h ·16/07 - Lala Deheinzelin - São Paulo/SP – ECONOMIA CRIATIVA, SUSTENTABILIDADE, PROCESSOS COLABORATIVOS, DESENVOLVIMENTO LOCAL E NACIONAL. O ARTISTA E SUA OBRA Horário: 17h30min 15/07 – Thereza Portes - Sala Álvaro Moreyra 16/07 – Jimson Vilela – Auditório do Atelier Livre 17/07– Daniel Escobar – Auditório do Atelier Livre 18/07– Manoel Veiga - Sala Álvaro Moreyra 19/07 – Projeto Vizinhança - Auditório do Atelier Livre EXPOSIÇÕES · FESTIVAL DE ARTE: ESTIVEMOS AQUI - CAP/Atelier Livre – Saguão do Centro Municipal de Cultura – Período: 12 de julho a 11 de agosto. · Dia 17/07 – 3ª FEIRA DO LIVRO DE ARTISTA E DO LIVRO OBJETO - Horário: das 14h às 20h – Inscrições no Atelier Livre. Coordenação: Mara Caruso – Atelier Livre. · PEDRA, MADEIRA & METAL – Artistas das oficinas de gravura do Atelier Livre. Coordenação: Miriam Tolpolar e Wilson Cavalcante. De 15 de julho a 15 de agosto de 2013. OUTRAS ATIVIDADES · DIMENSÃO EXPERIMENTAL: Projeto, Música, Cinema e Memória. Projeção do filme: “O Mistério do Castelo de Dados”, direção: Man Ray, 1929. Duração: 40min. Trilha sonora composta por Dimensão Experimental, executada ao vivo. Artistas: Mozart Dutra, Klaus Farina e Álvaro Sabóia. Dia 19/07, às 19h. Local: Bar do Lupi – Saguão do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues. · PROJETO VIZINHANÇA – A Arte transformando Espaços, Aproximando pessoas: Coordenação: Márcia Braga e Aline Bueno – Porto Alegre/RS. Atividades: Dia 16/07– Das: 14h às 17h – Local: Praça Augusto César Sandino (Avenida Érico Veríssimo, Esq. com Avenida Ipiranga). Dia 20/07 – Das 11h às 16h – Local: Praça Lupicínio Rodrigues (Entre o Centro Municipal de Cultura e o Ginásio Tesourinha). Proposta – Propõe a ativação de praças através da implantação de Ateliês temporários nestes locais, com oficinas e bate-papo com artistas convidados. Atividades de pintura, desenho, gravura, papel machê, cerâmica e fotografia. BATE PAPO Com o ceramista peruano Maneno Juarez, dias 17 e 18. Sala da Cerâmica, às 19h. Pré-requisitos: público interessado em cerâmica. Capacidade, 30 pessoas. INSCRIÇÕES 8 a 12 de JULHO de 2013 No Atelier Livre, nos seguintes horários: Manhã: 9h às 12h; tarde: 14h às 18h; noite: 19h às 21h. OBS: A efetivação da inscrição da atividade escolhida será mediante a apresentação no Atelier Livre do comprovante do depósito efetuado. Informações: http: //atelierlivre.wordpress.com (51)3289-8057/3289-8058 · CURSOS: R$ 100,00 – duração: 15h · CICLO DE PALESTRAS: R$ 50,00 · PALESTRA INDIVIDUAL: R$ 20,00 · Demais atividades, entrada gratuita. Local de inscrições: ATELIER LIVRE CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA LUPICÍNIO RODRIGUES Avenida Érico Veríssimo 307, Menino Deus, Porto Alegre, RS, Brasil. (51)3289-8057/3289-8058

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dimensão Experimental vai musicar um clássico avant-garde bíblico.

Lot in Sodoma ( 1933 ) é um filme silêncioso experimental , baseado no conto bíblico da cidade de Sodoma e Gomorra . Foi dirigido por James Sibley Watson e Melville Webber . O filme utiliza técnicas experimentais, avant-Garde imagens e alusões fortes para a sexualidade , especialmente a homossexualidade . A história é muito mais próxima do conto do em que outros filmes como Sodoma e Gomorra. Sodoma é um lugar de pecado . Um anjo vingador enviado por Jeová aparece lá e ele é recebido por Lot . O povo de Sodoma quer ter sexo com Lot. Ele se recusa, então o anjo lhe diz para fugir da cidade com sua esposa e filha. Sodoma é então destruída pelas chamas. A cena da mulher de Ló transformando-se em uma estátua de sal por ter olhado para trás é um dos momentos marcantes deste filme.. Todos as legendas são citações da Bíblia . Louis Siegel era o compositor original, de acordo com créditos de abertura do filme. Dentro do projeto Música, Cinema e Memória o grupo Dimensão Experimental está compondo e arranjando uma trilha autoral para uma futura apresentação. Elenco • Friedrich Haak como Lot • Hildegarde Watson como a mulher de Lot • Dorothea Haus como a filha de Lot • Lewis Whitbeck como o anjo

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dimensão Experimental no MUSECOM dia 25/05/2013 amanhã as 15 horas

O grupo Dimensão Experimental vai se apresentar no dia 25/05/2013, às 15 horas, no auditório do MUSECOM (Andradas ,959, Centro POA). Os músicos vão executar ao vivo uma trilha sonora composta especialmente para o filme "A Revolução no Rio Grande" de Benjamin Camozato feito em 1923 na época dos acontecimentos. Coordenado pelo músico, compositor e historiador Klaus Farina, o grupo Dimensão Experimental tem se destacado pelo projeto cultural "Música, Cinema e Memória" que visa o resgate da linguagem do cinema mudo. O MUSEU DA COMUNICAÇÃO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA, órgão da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, e a ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO MUSEU DA COMUNICAÇÃO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA, convidam-no para participar do evento“A Revolução de 1923”, que ocorrerá no dia 25 de maio de 2013, das 15h às 18 h. PROGRAMA 15 horas – Abertura 15h30 – exibição do filme “A Revolução no Rio Grande” (1923, pb, silencioso, 45’45”). de Benjamin Camozato, acompanhada de execução de trilha sonora, composta para o filme, pelo grupo Dimensão Experimental. 16h20 – mesa-redonda: A Revolução de 1923, sob dois enfoques Dra. Elizabeth Rochadel Torresini (mediadora) Péricles Gomide (pesquisador/SINDIBANCÁRIOS) – “Revolução de 1923: Uma visão sobre a ótica da Guerra”. Mirian R. M. Ritzel (pesquisadora/Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul)– "Benjamin Camozato: empreendedorismo e arte". Dra. Alice Dubina Trusz – “Álbum dos “bandoleiros”: um documento-monumento da Revolução de 1923”. Lançamento em suporte digital do Álbum dos "Bandoleiros", org. revista Kodak, ed. por Barreto & Araújo , 1923. Local: auditório do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre Horário: 15 horas Entrada gratuita A música deste trabalho foi composta a partir de adaptações de vários temas utilizados em outras trilhas de filmes musicados pelo grupo Dimensão Experimental com novos arranjos e partes novas. ---------------------------------------- Música: "A Revolução no Rio Grande" - suíte em 12 movimentos composta e arranjada pelo grupo Dimensão Experimental. I - Raio de Sol (Farina) II - Tributo dos Gladiadores(Farina) III - Groaperikie (Farina/Sabóia) IV - Arquetipos e Repetições (Farina/Sabóia) V - Naylamp (Farina) VI - Mercosur (Farina/Sabóia) VII - A Marcha dos Gladiadores (Farina) VIII - Subterrâneos de uma guerra (Farina/Sabóia/Dutra) IX - Limite (Farina) X - O Mistério da brigada do General(Farina) XI - Los Cabalarianos del Rio Grande (Farina/Sabóia) XII - A Batalha dos Gladiadores (Farina)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dimensão Experimental apresentará trilha ao vivo do filme sobre a revolução de 1923

O grupo Dimensão Experimental vai apresentar no sábado dia 25 de maio de 2013 no auditório do Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, uma performance musical autoral ao vivo do filme "A Revolução no Rio Grande" de Benjamin Camozato feito em 1923. O filme pertencente ao acervo do MUSECOM tem 45 minutos e é uma raridade histórica. O grupo Dimensão Experimental, vem desde fins de 2012 compondo a trilha sonora que agora será apresentada pela primeira vez. A apresentação faz parte do evento de lançamento em suporte digital do Álbum dos "Bandoleiros", org. revista Kodak, ed. por Barreto & Araújo , 1923. Abaixo reproduzimos o convite feito pelo MUSECOM. CONVITE O MUSEU DA COMUNICAÇÃO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA, órgão da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, e a ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO MUSEU DA COMUNICAÇÃO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA, convidam-no para participar do evento “A Revolução de 1923”, que ocorrerá no dia 25 de maio de 2013, das 15h às 18 h. PROGRAMA 15 horas – Abertura 15h30 – exibição do filme “A Revolução no Rio Grande” (1923, pb, silencioso, 45’45”). de Benjamin Camozato, acompanhada de execução de trilha sonora, composta para o filme, pelo grupo Dimensão Experimental. 16h20 – mesa-redonda: A Revolução de 1923, sob dois enfoques Dra. Elizabeth Rochadel Torresini (mediadora) Péricles Gomide (pesquisador/SINDIBANCÁRIOS) – “Revolução de 1923: Uma visão sobre a ótica da Guerra”. Mirian R. M. Ritzel (pesquisadora/Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul)– "Benjamin Camozato: empreendedorismo e arte". Dra. Alice Dubina Trusz – “Álbum dos “bandoleiros”: um documento-monumento da Revolução de 1923”. Lançamento em suporte digital do Álbum dos "Bandoleiros", org. revista Kodak, ed. por Barreto & Araújo , 1923. Local: auditório do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre Horário: 15 horas REALIZAÇÃO Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul Museu Comunicação Hipólito José da Costa Associação Amigos do Museu Hipólito José da Costa APOIO: BANRISUL

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A Revolução de 1923

Este ano comemora-se os 90 anos da Revolução de 1923, os 110 anos da morte de Júlio de Castilhos e os 120 anos da Revolução Federalista. O que estes fatos tem em comum para a história do Rio Grande do Sul? O Castilhismo. Republicano e positivista, mas nada simpático à democracia, Júlio Prates de Castilhos, o Patriarca, como era chamado, governou o Rio Grande do Sul com mão de ferro de 1891 até sua morte prematura, em 1903. Para se manter no poder, tomou duas providências: redigiu praticamente sozinho e fez aprovar uma Constituição autoritária e montou uma poderosa máquina política no Partido Republicano Riograndense (PRR), com seus incontáveis chefes locais e seu séquito de agregados, presentes em mais de cem municípios riograndenses. Ao morrer, ficou claro que se fora o ditador, mas a ditadura republicana continuava viva. A consequência foi que um segmento da elite gaúcha que estava fora do poder buscou mudar a relação de forças através de "Revolução de 1923, colocando antagonicamente Borgistas, seguidores de Borges de Medeiros e Assisistas, seguidores de Assis Brasil. Baseado nesta história o grupo Dimensão Experimental vem compondo um peça musical de aproximadamente 45 minutos tendo como tema a Revolução de 1923 para um filme sobre o assunto. Abaixo reproduzimos o texto da professora Cristiane Delphino, um resumo do que foi o evento de 1923. ------------------------------------------------------------ Revolução de 1923 Por Cristine Delphino Um dos levantes mais importantes da história do Rio Grande do Sul foi a Revolução de 1923, conhecido como um movimento armado. No ano de 1893, assumiu o cargo de governador do Rio Grande, Júlio de Castilhos, que conta com a Revolução Federalista que desenvolveu-se durante o seu mandato. Em 1898, é eleito então Borges de Medeiros, que ocupou o poder por quase 20 anos, sendo que foi reeleito em 1903 e ficou até 1908, quando decidiu não mais se candidatar. Escolheu então uma pessoa de sua confiança, Carlos Barbosa, que contava com a influência por trás de Borges que praticamente continuava a governar. Este foi reeleito em 1913 e ocupou o cargo até 1923, sendo reeleito mais uma vez. Finalmente, em 1920, Borges de Medeiros anuncia a sua candidatura apoiado pelo Partido Republicano Riograndense (PRR). Do outro lado, uma aliança formada pelos opositores do governo, a Aliança Libertadora, lança Assis Brasil para concorrer com Borges. As campanhas eleitorais foram bem quentes, com violência entre os simpatizantes do PRP contra a Aliança. O jornal “A Federação”, do PRP, anuncia a vitória de Borges, sendo que a reeleição era válida se o candidato recebe votos que superassem 75%. A revolta foi geral, acreditavam em fraudes nas votações e então, deu-se início a Revolução. A Aliança, acreditava que se lutassem armados, eles chamariam a atenção do presidente Arthur Bernardes que teria que intervir na ocupação do cargo de Borges. Foram criados os “Corpos Provisórios”, que tinham como objetivo combater os revoltosos e contavam com o apoio da Brigada Militar. Já os revoltosos não contavam com a organização e estratégia dos corpos provisórios e saqueavam vilas e cidades distantes de Porto Alegre. Em outubro, revoltosos tentaram tomar posse de Pelotas,importante cidade, até conseguiram, mas logo foram expulsos diante de ameaças de que as forças governistas atacariam. Cansados e diante da evidência de que não existiria apoio do presidente, os revoltosos levantaram a bandeira branca no dia 6 de novembro. Foi assinado no outro dia, um armistício que não foi muito respeitado. Um mês depois, o Pacto de Pedras Altas foi criado para acalmar a Revolução. Assim, Borges permaneceu ocupando seu cargo até 1928, e não pode ser reeleito diante da reforma da Constituição de 1891. Seu sucessor foi nada menos que Getúlio Vargas.

domingo, 28 de abril de 2013

A MÚSICA NO CINEMA MUDO

--------------- A MÚSICA NO CINEMA MUDO Ao longo da história, várias formas de arte incorporaram a música como elemento de expressão. Tirando partido de seu poder de sugestão, compositores procuraram, durante séculos, evocar ou simbolizar elementos da natureza ou expressando emoções. Os teatros entre outras expressões artísticas souberam aproveitar este poder de sugestão. De uma forma geral a função da música no cinema é de que, de uma maneira ou de outra, ela existe para “tocar” as pessoas. Isto é, emocionar, arrancar emoções causando lágrimas, tensão, desconforto, incomodar, narrar um acontecimento, morte, perseguição, piada, dialogo, alívio, descrever um movimento, criar um clima, acelerar uma situação, acalma-la entre outras funções. Durante a época do cinema mudo conforme o a sétima arte ia se desenvolvendo, foram surgindo formas apropriadas de acompanhamento musical dos filmes. Ao longo dos anos 1900, 10 e 20 os cinemas foram se equipando de orquestras, grupos musicais ou músicos solo com o objetivo inicial de abrandar o elevado ruído ambiente das salas gerado pelos primitivos projetores e pelos barulhentos expectadores. Aos poucos, porem a música foi adquirindo importância na narrativa dos filmes ao ponto de compositores serem contratados com o objetivo de criar música específica para os filmes. A música desta época ditava o clima que os olhos vêem, guiando as emoções modulando emocionalmente os quadros visuais. Desse momento em diante o papel da música no cinema mudo cresceu adquirindo uma importância vital inclusive social já que muitos músicos passaram a trabalhar diretamente nos cinemas como fonte de renda. A música no cinema pode ser separada em três categorias, segundo a sua relação com o espaço e tempo da narrativa: música diegética, quando é tocada por uma fonte real no filme (rádio tocando enquadrado na cena); música não diegética, aquela que toca "fora' do filme (ex índios atravessando o deserto enquanto a orquestra ou grupo musical toca acordes em quartas e quintas justas); música meta diegética, quando se refere ao que se passa no pensamento de um personagem. A música neste caso está tanto no nível não diegético, pois não há fonte real no filme (um rádio por exemplo), quanto meta diegético pois nos permite "ler" os pensamentos do personagem. Assim, tendo em vista o aspecto histórico e objetivo, é interessante rever esse período do cinema mudo e os filmes então produzidos sob um ponto de vista conceitual, mais elaborado. Tal estratégia nos permitirá iniciar uma incursão na inerência do som no cinema e unindo a performance musical autoral ao vivo resgatando a linguagem do cinema em primeiros tempos. A música cinemática produzida pelo grupo Dimensão Experimental no projeto Música, Cinema e Memória se define tanto,como não diegética quanto meta diegética o que não impede, no entanto, de que em alguma oportunidade possa ser utilizada de forma diegética.