sábado, 31 de março de 2012

PINK FLOYD THE WALL UMA OPINIÃO


Capa do álbum duplo The Wall de 1979 do gupo inglês Pink Floyd.


Pink Floyd (Rick Wright, David Gilmour, Roger Waters e Nick Mason)


Wet Dream (1978) primeiro álbum solo do Rick Wright


Rick Wright



Roger Waters The Wall Live em 2011 Foto Rafael Machado Silveira


Roger Waters The Wall Live em 2011 Foto Rafael Machado Silveira


Pink Floyd no Live 8 (David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Rick Wright)


PINK FLOYD THE WALL UMA OPINIÃO

Esta semana Porto Alegre viu um dos maiores shows musicais de sua história. Estou me referindo a apresentação da opera-rock The Wall do Pink Floyd lançado em fins de 1979 agora reapresentado pelo ex-baixista do grupo e principal idealizador da obra Roger Waters. Isto me fez ouvir todas as versões de The Wall que conheço inclusive na internet. Ouvi o albúm original de 1979, a versão ao vivo da tour de 1980/81 (para mim a melhor versão), The Wall Live Berlim de 1990 e a versão immersion disponibilizada agora em 2012 com demos e sobras de estúdio. Em todas a versões mantive a minha impressão que tive desde o inicio quando em janeiro de 1980 tive a oportunidade de ouvir pela primeira vez a obra The Wall e é o que eu pretendo expressar.

Gostaria de dizer antes de qualquer coisa que acho The Wall realmente um grande trabalho principalmente em termos de letras, gosto muito deste album, porem poderia ter sido um disco melhor se o Roger Waters tivesse sido mais aberto às outras idéias dos demais integrantes em especial o Rick Wright (que em minha opinião era a verdadeira alma musical do Pink Floyd, um verdadeiro anti-pop-star). Desconfio que talvez, The Wall pudesse mesmo ter sido o melhor disco inconteste da história do Pink Floyd em termos de crítica musical se Wright e Mason tivessem tido a oportunidade de contribuir, pois se tratava de uma idéia muito boa e forte. Os temas abordados em The Wall são realmente tocantes (fascismo, divisão, fragmentação, alienação, medo, conflito psico-social e educacional entre outros). É realmente tudo muito complexo, contudo, neste caso faltou em minha opinião um melhor equilíbrio entre a música e as letras. Roger Waters sempre foi o cara da organização, o administrador das idéias e das palavras no Pink Floyd. Todavia, no que diz respeito à música instrumental propriamente dita, este era um campo em que tanto David Gilmour quanto Rick Wright (principalmente) estavam mais acostumados e habilitados a trabalhar. Nick Mason normalmente contribuía sugerindo alterações no andamento das músicas,na sequência dos acordes da construção arquitetônica das harmonias e melodias, dentro processo de composição dos temas já criados por outros conforme ele mesmo diz em seu livro “Inside out” recém lançado no Brasil. Acho que poderia haver alguns temas instrumentais em The Wall, já que a obra parecia desde o início um filme, um roteiro cinematográfico. A música instrumental foi uma característica importante na identidade musical da banda que infelizmente na pratica quase se perdeu neste disco. A música do Pink Floyd tem sido classificada como cinemática, induzindo o ouvinte a criar imagens na cabeça (Interstelar Overdrive, A Saucerful of Secrets, Atom Heart Mother, Echoes, Mudmen, Absolutely Curtains, On the Run, Shine on you Crazy Diamond, Cluster One e Marooned, por exemplo). A música instrumental como recurso tem essa característica universal, hipnótica em alguns casos, pois uma vez que não existem palavras à imaginação voa livre convidando o ouvinte a uma viagem, relaxamento, tensão ou mesmo a reflexão. No cinema ela funciona tanto como parte da narrativa, algo que vem de dentro do filme (som ou música diegética), através, por exemplo, de um rádio ligado por um personagem, pois esta música faz parte da realidade vivida e ouvida por aquele personagem, ou então, quando vem de fora da cena, não sendo ouvida pelos personagens, pois não faz parte do ambiente, visando reforçar uma idéia, sensação (som ou música não diegética) ou uma impressão ou ainda uma característica psiquiquica da personalidade de algum personagem (som ou música meta-diegética). Este recurso (infelizmente) não usado em The Wall teria sido mais efetivo para o entendimento da mensagem proposta nas letras da obra, causando provavelmente um impacto ainda maior no nível inconsciente e um aprofundamento na percepção do ouvinte. A quase total falta de seqüências instrumentais é acredito a maior falha em The Wall. Os temas instrumentais serviriam para reforçar esta reflexão cinemática da mensagem das letras (o ponto forte do talento de Roger Waters) como aconteceu em The Dark Side of the Moon ou Wish you Were Here entre outros trabalhos que contava com um bom equilíbrio entre música e palavras. Rick Wright era o principal arranjador (e orquestrador) do Pink Floyd até o disco Animals de 1977. A magia e as texturas sonoras e timbrísticas construídas por seus teclados, seu toque por vezes agressivo, suave, clássico e jazzístico definiram com elegância e bom gosto os arranjos e as harmonias característicos do som do Pink Floyd desde o início da banda ainda com Syd Barrett, conectando no infinito as guitarras, baixo, bateria, vozes, colagens ou quaisquer instrumentos que por ventura fossem utilizados. É algo que se nota quando não está presente, pois Rick não era muito de solar (embora existam memoráveis solos de teclados como em Shine on you Crazy Diamond ou Any Color You Like), preferia construir o tapete sonoro como base para que o baixo, a guitarra e a bateria pudessem aparecer. Opinião compartilhada por David Gilmour, Nick Mason (outro que foi deixado de lado) e o próprio Waters em entrevistas quando da morte do tecladista. Tomando por base o álbum solo Wet Dream do Rick Wright (nem vou falar do álbum solo de 1978 do David Gilmour já que Confortably Numb, Young Lost e Run Like Hell que ficaram de fora deste disco acabaram sendo incluídos em The Wall) lançado quase na mesma época (1978), é muito difícil crer que nada daquele trabalho se encaixasse em The Wall ou mesmo em Animals (embora neste disco de 1977 não faltem boas seqüências instrumentais). Em Wet Dream existem vários temas instrumentais melancólicos, cinemáticos e reflexivos como, por exemplo, “Waves”, “Mad Yannis Dance”, “Cat Cruise”, “Drop From in the Top”, “Funk Deux” ou “Mediterranean C” que com outros nomes (para se adequar à idéia central de The Wall) com certeza poderiam ter sido aproveitados (sem contar às músicas que ficaram de fora da edição final de Wet Dream e que não foram aproveitadas em The Wall), aprofundando a temática do disco, caso o grupo já não estivesse em crise desde pelo menos as gravações de Animals. Naturalmente que se isto viesse acontecer algumas coisas em The Wall teriam de ser mudadas ou mesmo substituídas e o Roger Waters não estava aberto para isto na época. Ele se apegou demais a coisas muito pessoais, transformando a música da banda em algo mais convencional, uma tela neutra para que ele pudesse desenhar suas letras. Se for este o caso, então o mais ético era ter realizado The Wall como um álbum solo e jamais tê-lo apresentado aos demais integrantes como um trabalho a ser desenvolvido como um grupo. Também acho que o Roger Waters errou quando insistiu que a música da banda deveria ficar mais convencional ao chamar o Bob Ezrin (não que este não tivesse contribuído positivamente para a execução da obra) como produtor e principal arranjador de boa parte do disco (os outros eram o maestro Michael Kamen que fez os arranjos orquestrais e o próprio David Gilmour que fez a direção musical e co-produziu o disco junto com Waters) deixando de lado Nick Mason (Nick sempre foi muito bom na criação de colagens sonoras como “Speak To Me” de sua autoria na abertura de “The Dark Side of The Moon”) e o Rick Wright. Penso que o Roger Waters não podia simplesmente descartar os outros elementos do grupo em favor de alguém de fora. Ele podia sim agregar o Bob Ezrin (assim como aconteceu com o Ron Gessin em Atom Heart Mother de 1970 que junto com o Rick Wright criou os arranjos orquestrais e do coro de vozes do disco), mas de forma alguma excluir o Mason e o Wright. Apesar de todos os problemas de bastidores, The Wall foi muito bem sucedido, sendo realmente uma grande opera-rock, uma referência, ainda que eu ache que pudesse ter sido um disco melhor. Felizmente o Roger Waters reconheceu recentemente em entrevistas que estava errado em algumas coisas em relação a seus antigos companheiros de grupo, um sinal de consciência de sua parte. Achei muito legal ele dedicar esta tour de The Wall as vitimas do terrorismo de estado, uma grande e justa homenagem a pessoas como chileno Victor Jarra e o brasileiro Jean Charles entre outros tantos.

Finalizando

Faço também minhas as palavras de The Wall porque hoje 31 de março faz exatos 48 anos do golpe de 1964 (na verdade este golpe foi um 1º de abril). Este artigo é uma homenagem a todos as vítimas do terrorísmo de estado.

Por Klaus Farina: músico, historiador e produtor cultural.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Semana do Cinema Gaúcho






Dimensão Experimental no FSMT 2012 na Sala Eduardo Hirtz durante a apresentação do projeto "Música, Cinema e Memória. Foto: Luiz Alberto Cassol (diretor do Iecine)


Dimensão Experimental (Álvaro Saboia, Klaus Farina e Mozart Dutra no FSMT).
Foto: Leonardo Albuquerque

Hoje Porto Alegre completa seus 240 anos. Entre as várias atrações que comemoram a data da cidade, está a promoção do Iecine, Fundacine e do Santander Cultural homenageando a história do cinema gaúcho com uma programação que inclui palestras e exibição de filmes. Os Palestrantes são: Glênio Póvoas, Alice Trusz e Helena Stigger. O grupo Dimensão Experimental apoia a iniciativa destas entidades convidando os amigos e simpatizantes a comparecerem na CCMQ, dia 27, a partir dás 12 horas e 30 minutos na sala Eduardo Hirtz (onde ocorrerá exibição de filmes de curta metragem) e depois ás 14 horas no Santander Cultural com a palestras. Confira a programação nos folders promocionais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Democracine 2012


O grupo Dimensão Experimental participou em 29/01/2012 do Aquecendo o Democracine como parte da programação do FSMT 2012 na sala P. F. Gastal(também participamos no dia 28 na sala Eduardo Hirtz na CCMQ)apresentando "Dimensão Experimental - Música, Cinema e Memória".
O Democracine é um novo festival de Cinema que pretende abrir novas perspectivas na área do audio visual e no aprofundamento da cidadania. Abaixo algumas informações.

O Festival

O I Democracine – Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre é um evento destinado a difundir produções audiovisuais relacionadas à democracia participativa e ao aprofundamento da cidadania. Promovido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre e o Observatório Internacional de Democracia Participativa (OIDP) em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o evento pretende divulgar e promover ações de diferentes atores sociais. A primeira edição do Democracine acontece em Porto Alegre, no período de 13 a 16 de junho de 2012.
Em sua primeira edição, o Democracine irá dar visibilidade a filmes relacionados a seis eixos temáticos básicos:

1- Cidadanias insurgentes e ação coletiva na prática cotidiana da democracia
2- Processos eleitorais
3- Revoluções
4- Democracia e trabalho
5- O meio ambiente como campo de luta democrática
6- Memórias de lutas, grandes lutadores e heróis desconhecidos

Inscrições Abertas
As inscrições para o I Democracine - Festival Internacional de Cinema de Porto Alegre estão abertas entre 16 de janeiro e 30 de março de 2012.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Exposição Coletiva do Buteco dos Artistas.


Old Houses series - vol. I (2012)autor Marcus Pereira Schulten


Dinoboys autor Marcus Pereira Schulten

O grupo Dimensão Experimental convida a todos os interessados a ver os quadros expostos de autoria de nosso amigo Marcus Pereira Schulten que estará participando da "1ª Coletiva do Buteco dos Artistas"
1ª Coletiva do Buteco dos Artistas
quinta, 1 de Março às 19:00
Local: Borro Galeria de Arte e Café Endereço: Rua Lima e Silva, 744 - Porto Alegre/RS
Fone: (51)30132060
E-mail: contato@borro.com.br

O Marcus é talentoso não apenas na pintura (os dois quadros acima são de sua autoria) mas também na música (o quadro de baixo é da banda Dinoboys da qual o Marcus faz parte). Ele tem desenvolvido um interessante projeto envolvendo música experimental. Parabéns Marcus.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dimensão Experimental no FSMT agradecimentos


Dimensão Experimental ao vivo durante a performance de Inflation (1928) de Hans Richter no sábado dia 28 na Sala de cinema Eduardo Hirtz. Foto Luiz Alberto Cassol/IECINE


Dimensão Experimental no FSMT (da esquerda para a direita - Álvaro Sabóia, Klaus Farina e Mozart Dutra) foto Leonardo Albuquerque.



O grupo Dimensão Experimental agradece a presença de todos que compareceram nos dias 28 (sala de cinema Eduardo Hirtz) e 29 (sala de cinema P. F. Gastal) de janeiro nas duas apresentações que fizemos como parte da programação oficial do Fórum Social Mundial Temático 2012.
Também queremos agradecer em especial a Adrian Dário Camponuevo integrante do Democracine pela a oportunidade que nos foi dada de mostrar um pouco do trabalho que pretendemos continuar a desenvolver. Outro agradecimento especial vai para Luiz Alberto Cassol diretor do IECINE que nos tem apoiado em nossa caminhada visando resgatar um pouco da magia do cinema mudo. A foto acima nos foi gentilmente cedida pelo IECINE e é da apresentação de sábado na sala Eduardo Hirtz durante a performance do filme Inflation (1928) de Hans Richter.
Abaixo vai o link do blog filmes de junho com outras informações sobre a programação da cinemateca Paulo Amorim no FSMT 2012.
2012http://filmesdejunho.blogspot.com/2012/01/cinemateca-paulo-amorim-cinco-dias-de.html

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dimensão Experimental na rádio da Universidade


Programa Sonoridades de ontem, 20h30min, recebeu Klaus Farina - músico, historiador, compositor e produtor cultural & Mozart Dutra (percussão) do grupo Dimensão Experimental. No Sábado e domingo o grupo se apresenta dentro da programação do FSMT. Abaixo vão todas as infos.



OUÇA O PROGRAMA NOS 1080 AM ou via http://www.ufrgs.br/radio/

DEPOIS DA VEICULAÇÃO HOJE À NOITE O PROGRAMA COM KLAUS FARINA E MOZART DUTRA DO DIMENSÃO EXPERIMENTAL FICARÁ DISPONÍVEL ATÉ A PRÓXIMA QUARTA-FEIRA 1º DE FEVEREIRO NO http://www.ufrgs.br/radio/programa.html (CLICANDO EM SONORIDADES)

O grupo Dimensão Experimental apresentará no Fórum Social Mundial Temático, o projeto“Música, Cinema e Memória”. Serão projetados e performados, com musical contemporâneo próprio e ao vivo, vídeos experimentais de artistas dadaístas e surrealistas como Man Ray, Ralph Steiner, Hans Richter, Mário Peixoto, Marcel Duchamp e Len Lye.

O projeto Música, Cinema e Memória, de autoria do grupo DIMENSÃO EXPERIMENTAL, formado por Klaus Farina (teclados/guitarras/flauta/programação eletrônica), Álvaro Sabóia (teclados harmônica e cromática) e Mozart Dutra (percussão), foi lançado em setembro de 2010 na Sala de Cinema Paulo Amorim da Casa de Cultura Mario Quintana. Em 2011, “Música, Cinema e Memória” aconteceu uma vez a cada três meses, sempre às segundas feiras no CineBancários.

FILMES QUE SERÃO PERFORMADOS NO FSMT
“Tusalava” (1929) – 10 min. – Len Lye

Tusalava, foi o primeiro filme realizado na Inglaterra do neo-zelandês Len Lye, que construiu com uma técnica chamada «animação tradicional» ou «cel animation», que consiste na animação de desenhos (no caso, cerca de 4400) feitos em celulóide, onde em que cada quadro é desenhado à mão e depois fotografado. Tusalava é uma animação abstrata onde duas formas orgânicas evoluem a partir de uma relação simbiótica e parasitária. Pontos e círculos entram em contato entre si, reagem e interpenetram-se, absorvem ou separam-se das formas opositoras, criando padrões cada vez mais complexos. O filme captura a mutabilidade da existência, a ambigüidade entre a penetração criadora e a agressão destruidora (canibalizante), a absorção e a síntese.
Infelizmente, a partitura original de Ellitt perdeu-se e Tusalava hoje é exibido como um filme mudo.Em virtude de esta trilha sonora original estar perdida o grupo Dimensão Experimental compôs um tema original homônimo: Tusalava.
Música: Tusalava (Farina / Sabóia / Dimensão Experimental)
Arranjos: Dimensão Experimental

“Inflation” (1928) – 3 min. – Hans Richter

O tema da inflação nunca havia sido tratado no cinema da forma como Hans Richter se propôs a demonstrar. De maneira irônica e bem humorada Richter trabalhou uma questão que perturbava a sociedade alemã dos anos 1920 A questão da inflação é um tema sempre atual quando refletimos sobre as falhas do sistema capitalista. Inflation é um filme raro e pouquíssimo conhecido inclusive por muitos cinéfilos.
Hans Richter também trabalhou com cinema de animação experimental com sua famosa série, “Rhythmus” produzida durante a primeira metade da década de 1920.
Música: Inflação (Farina/Sabóia) Arranjos: Dimensão Experimental


“H 2 O” (1929) – 12 min. – Ralf Steiner

Ralph Steiner (1899-1986), fotógrafo americano e cineasta. After his 1921 graduation from Dartmouth College, where he learned photography, Steiner moved to New York and studied at the Clarence H. White School of Photography. Após sua graduação 1921 do Dartmouth College, onde aprendeu técnicas de fotografia, Steiner se mudou para New York e estudou na Clarence H. WhiteSchool of Photography. Though he subsequently criticized its curriculum as too reliant on 'design, design, design', Steiner's 1920s commercial photography echoed its emphasis on clean modernist composition.Increasingly socially engaged, Steiner turned to a more realist documentary style. Cada vez mais socialmente engajado, Steiner voltou-se para um estilo de documentário mais realista. The shift is particularly apparent in his films: his early abstract study of water and light, H 2 O (1929), scored by Aaron Copland, was followed by documentaries in the 1930s. A mudança é particularmente evidente em seus filmes : o resumo do estudo inicial de água e luz, H 2 O (1929). Um filme rápido e experimental composto em torno do tema da água em todas as suas formas. As a type of cinematic tone poem, it emphasizes rhythm and alteration through the visual qualities of the images and the structure of the editing. Um estudo clássico das amostras de luz e texturas sobre a superfície da água Como um tipo de poema cinematográfico enfatizando o ritmo e alterações através das qualidades visuais das imagens e da estrutura da edição. When the filmmaker moves the camera closer to the reflective surface, the images become more abstract and visually dramatic. Quando o cineasta move a câmera mais próxima da superfície reflexiva, as imagens tornam-se mais abstratas e visualmente dramáticas. This concentration on patterns of movement, shading and texture makes H2O so wonderful.Esta concentração de padrões de movimento, sombreamento e textura fazem de H 2 O uma obra prima.
Músicas: Akvo (Farina/Sabóia) e All Wright (Farina)
Arranjos: Dimensão Experimental

“Anemic Cinema” (1926) 6 min. – Marcel Duchamp

O primeiro filme de Marcel Duchamp “Anemic Cinema” (1926), cujo título brinca com as letras da palavra cinema, põe em movimento esferas rotatórias ou rotoreliefs (discos em que Duchamp desenhou linhas e círculos concêntricos e excêntricos) que, ao girarem, provocam no espectador uma sensação estranha, como uma nova dimensão. Inscritas nos espirais, as letras vão formando frases indecifráveis, compondo um dos fenômenos visuais mais puros, sensíveis e fascinantes, em uma tentativa de se produzir filmes estereoscópicos.
Música: Fórum Social Mundial (Farina)
Arranjos: Dimensão Experimental

“Limite” (1931) Fragmento de 8 min. Mário Peixoto
Limite se destaca por grandes inovações em fotografia e montagem e também por uma narração não linear. Com planos longos e incômodos e enquadramentos precisos, o filme conta a história de um homem e duas mulheres em um barco perdido no mar. Cansados eles param de remar e se conformam com a morte inevitável. Por meio de flashbacks, eles relembram seu passado em uma mistura de sentimentos que vão do desespero inútil à fuga. A partir deste roteiro, o diretor traça uma bela história sobre a passagem do tempo e a condição humana.
Música: Limite (Farina) Arranjos Dimensão Experimental

“Les Mystères du Château de Dé” (1929) – 19 min. – Man Ray

Les Mystères de Château de Dé é um filme surrealista, um jogo pitoresco improvisado de Man Ray num período em que esteve como convidado no Castelo do Conde de Noailles. O filme retrata dois viajantes partindo de Paris para a Villa Nailles, em Hyères. Les Myteres du Château de Dé foi o filme mais longo que Man Ray dirigiu em sua carreira.

Música: Os Mistérios do Castelo de Dados - suíte em seis movimentos (concepção original de autoria de Klaus Farina com colaboração adicional de Álvaro Sabóia no sexto movimento)
I – Os Viajantes: Um jogar de dadas jamais anulará a sorte. (Farina)
II – Viajando a um estranho destino um castelo. (Farina)
III – Personne, Personne: Lês Secrets de la Peinture. (Farina)
IV – Piscinéma: Um jogar de dados jamais anulará a sorte. (Farina)
V – Minerve Casque. (Farina)
VI – Dois passageiros que permanecerão. (Farina / Sabóia)
Arranjos: Dimensão Experimental

“Swing the Lambeth Walk (1939) – 4 min. – Len Lye

Swing the Lambeth Walk (1939), foi um filme de Len Lye de quatro minutos pintado à mão com acompanhamentos de cores, que simulam jogos, motivos visuais para instrumentos musicais. Linhas diagonais aparecem para introduzir frases de piano, expressar círculos, batidas rítmicas de percussão, utilizando-se de listras, ondulações horizontais que podem representar sons de guitarras, linhas verticais pintadas em vermelho, azul profundo, campos de cor verde são apresentados como formas ascendentes em cascata, alem de listras luminosas cônicas como testes visuais que fazem de Swing the Lambeth Walk uma obra de arte em movimento. Para este filme, o grupo Dimensão Experimental adaptou “Fusão Latina”, uma música do álbum “O Mito do Eterno Retorno” por se tratar de um tema onde tudo o que foi dito acima sobre os jogos e motivos visuais do filme se encaixa perfeitamente, um digno casamento entre som e imagem.
Música: Fusão Latina (Farina) Arranjos: Dimensão Experimental
Fonte: www.dimensaoexperimental.blogspot.com

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Programação do Áudio visual do FSMT


O grupo Dimensão Experimental vai participar com duas apresentações do projeto Música, Cinema e Memória no FSMT na programação do áudio visual dias 28 sábado na Sala de Cinema Eduardo Hirtz ás 22 horas, performando 7 filmes: Tusalava (1929) de Len Lye, Inflation (1928) de Hans Richter, H2O (1929) de Ralph Steiner, Anemic Cinema (1926) de Marcel Duchamp, Limite (1931 - fragmento de 8 minutos) de Mário Peixoto, Les Mystères du Chateau du Dé (1929) de Man Ray e Swing the Lambeth Walk (1939) de Len Lye. No domingo dia 29 o Dimensão Experimental vai performar Les Mystères du Chateau du Dé de Man Ray e Swing the Lambeth Walk de Len Lye.
Confira abaixo a programação completa do áudio visual.

Programação Audiovisual FST – Tenda Audiovisual Sara Gómez e Sala P. F. Gastal
24 de janeiro (terça-feira)
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 1) 15h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 2) 17h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 1) 19h Sala P. F. Gastal

25 de janeiro (quarta-feira)
Painel sobre experiências de Orçamento Participativo na Região do Mercosul (Promoção: CAPACITAPOA, OBSERVAPOA, Conselho do OP e Escola do Legislativo Julieta Batistioli) 15h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 1) 17h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 2) 19h Sala P. F. Gastal
Sessão Secretaria de Direitos Humanos 10h às 12h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Cineclubista 12h às 14h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Hip Hop 14h às 16h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Descriminalização das Drogas 16h às 18h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Molotov (Fora do Eixo) 18h às 20h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Jornal Boca de Rua 20h às 22h Tenda Audiovisual Sara Gómes

26 de janeiro (quinta-feira)
Aquecendo o Democracine (O Rio Diante dos Jogos + Amazônia Ameaçada: Um Câncer no Pulmão ) 15h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Viver Sem Água: O Degelo dos Glaciais Andinos + Yasuní: Uma Resposta do Sul à Mudança Climática) 17h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (SECO 1990-2007) 19h Sala P. F. Gastal
Sessão Ponto de Cultura 10h às 12h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Juventude e Brasilidade - O Que é Ser Um Jovem Brasileiro (CEMJ) 12h às 14h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão MNLM 14h às 16h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Brisa da Floresta (Fora do Eixo) 16h às 18h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Samba e Direito no Cárcere 18h às 20h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Hip Hop 20h às 22h Tenda Audiovisual Sara Gómes

27 de janeiro (sexta-feira)
As Cores da Economia e a Rio + 20, seguido de debate (Promoção Escola do Legislativo Julieta Batistioli e CAPACITAPOA) 15h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 1) 17h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Um Outro Mundo é Possível? O Movimento de Justiça Global Após 11 de Setembro), sessão seguida de debate com o diretor Iain Bruce e o urbanista italiano Giovanni Allegretti 19h Sala P. F. Gastal
Sessão Terra de Índio 10h ás 11h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Sustentabilidade Ambiental 11h ás 12h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Patrimônio Histórico Sustentável 12h ás 13h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Situação de Rua 13h ás 14h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Descriminalização das Drogas 14h às 16h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Secretaria de Direitos Humanos (Indigena) 16h às 18h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Bollywood (Fora do Eixo) 18h às 20h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Secretaria de Direitos Humanos (Indigena) 20h às 22h Tenda Audiovisual Sara Gómes

28 de janeiro (sábado)
Aquecendo o Democracine (Mostra Na Boa em Poa – Programa 1) 15h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Exibição de vídeos sobre a descriminalização das drogas, seguida de debate) 17h Sala P. F. Gastal
Sessão Secretaria de Direitos Humanos 10h ás 12h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Coletivo Catarse 12h ás 14h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Cineclubista 14h às 16h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Samba de Roda 16h às 18h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Sessão Samba de Umbigada (MALTA) 18h às 20h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Festa Visual Jockey 20h às 22h Tenda Audiovisual Sara Gómes
Espetáculo Dimensão Experimental: Música, Cinema e Memória 22h ás 23h Sala Eduardo Hirtz (CCMQ)

29 de janeiro (domingo)
Aquecendo o Democracine (Regeneração Cultural de Nossas Comunidades + Viver Nossa Sexualidade Prevenindo as Doenças Sexualmente Transmissíveis + A Rebelião dos Pinguins) 15h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Território Pacificado) 17h Sala P. F. Gastal
Aquecendo o Democracine (Espetáculo Dimensão Experimental: Música, Cinema e Memória) 19h Sala P. F. Gastal