quinta-feira, 7 de maio de 2015

George Méliès no Clube de Cultura - próxima quinta, dia 14 com entrada franca.




Dia 14/05/2015 (quinta-feira) no Clube de Cultura, rua Ramiro Barcelos 1853, as 19h. vai acontecer mais uma sessão de cinema do projeto "Cinema Livre". Este projeto tem como objetivo apresentar filmes antigos e pouco conhecidos do público atual. O grupo Dimensão Experimental, que em 30 de maio vai participar da semana de aniversário dos 65 anos do Clube de Cultura apoia este projeto. Serão apresentados vário curtas como o famoso " Viagem à Lua" de 1902. O projeto "Cinema Livre" acontece sempre duas vezes nas 2º e 4º quintas-feira de cada mês.


George Méliès nasceu em 1861 e depois de se tornar um dos mais famosos mágicos ilusionistas da França, dono do famoso teatro “Robert-Houdin”, se tornaria também, o criador do primeiro filme de ficção científica da história, “Viagem à Lua” (de 1902), e o inventor de uma técnica de efeitos especiais usada até hoje: o “stop-motion”, a filmagem quadro-a-quadro que dá movimento a objetos inanimados.
A história de Méliès com o cinema começa com os irmãos Auguste e Louis Lumière, quando estes apresentaram o seu “cinematógrafo” à cerca de 30 pessoas em 1895, em Paris. Os irmãos Lumière que acabavam de inventar o cinema sem querer deram uma idéia ao mágico Méliès que viu no cinematógrafo uma boa maneira de mostrar sua arte.


O mágico do cinema descobriu a técnica que o deixaria famoso por acidente. Um dia, enquanto filmava um ônibus em movimento, a câmera de repente pifou. Ao voltar a filmar, um carro fúnebre aparecera no lugar do ônibus e, ao assistir a filmagem, Méliès percebeu que o ônibus “se transformara” em um carro fúnebre.

Até fazer seu filme de maior sucesso, “Viagem à Lua” de 1902, Méliès fez vários outros filmes (ao todo, Méliès filmou cerca de 500 filmes em toda sua vida), incluindo o filme “Orquestra de um Homem Só” onde ele mesmo aparece tocando vários instrumentos ao mesmo tempo.


Infelizmente, como a maioria dos grandes gênios naquela época, Méliès morreu sem ter o reconhecimento devido. Apenas cinco anos após lançar seu filme de maior sucesso encontrava-se falido. O Teatro “Robert-Houdin” fechara por ocasião da I Guerra Mundial e seu teatro de variedades (que ele havia criado em 1915) declarou falência em 1923.

Várias de suas obras foram vendidas para fábricas de celulóide e transformadas em sapatos para soldados. O próprio Méliès revoltado com sua situação financeira destruiu parte de seus filmes.



Méliès morreu em 1938. Falido, sem sucesso, sem mágica. A sua história é contada no livro A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick, que deu origem ao filme de mesmo nome, dirigido por Martin Scorcese em 2011.

Texto escrito e publicado no site InfoEscola por: Caroline Faria

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